Povos Antigos

Wednesday, January 04, 2006

O Império Romano

Roma crescia e aumentava o exército com romanos que não possuíam bens, apenas recebiam “soldos[1]”. Estar do lado do exército era uma forma de ter cargos importantes, todavia era necessário o apoio dos nobres, pois de um lado teria forças das armas e de outro, forças da riqueza.
O domínio era o que interessava, muitos matavam em nome do poder, embora outros tantos defendessem a república. Grandes generais, que venceram batalhas, tinham o apoio do exército e alguns tinham até fortunas. Ingredientes necessários para se tornar cônsul.
No entanto, Pompeu, Crasso e Júlio César fizeram um pacto secreto, tinham idéia de dividir o poder entre eles – um triunvirato. Assim, César foi eleito cônsul e tomou medidas a favor de Pompeu e Crasso. Depois de ser cônsul, César travou batalhas e obteve vitórias, ao passo que Crasso morreu fazendo guerra no Oriente.

O triunvirato ficou ameaçado com a morte de um componente, então, César mediu forças com Pompeu e tornou-se único após a morte do oponente. Lutou em favor de Cleópatra no Egito e regressou a Roma, proclamando-se ditador vitalício, entretanto a situação do Senado não era das melhores. Foi traído pelo filho adotivo e morto por ele. O Senado ainda “funcionava”, mas cada vez com menos poderes.

O primeiro triunvirato estava acabado, no entanto havia mais pessoas que se interessavam pelo poder, como, por exemplo, os generais Marco Antônio e Lépido, que se juntaram Otávio. Outro triunvirato estava se formando, prenderam e executaram centenas de opositores, inclusive vários senadores.

Muitos homens que defendiam a integridade da república foram mortos. O desfecho de mais um triunvirato estava se tornando real, apenas Otávio se tornaria o governante supremo. Somente para manter as aparências, conservou o Senado e a Assembléia Popular.

Depois de Otávio a república “deu lugar” ao Império, porém não acabou com as instituições da república. Quem administrava era o imperador[2], que realizou obras notáveis com o duro trabalho dos escravos, em benefício das classes dominantes de Roma.

A vida no império começava a ficar difícil, dessa forma o Estado distribuía pão de graça e promovia festas. Grandioso e imponente, o império romano sofreu com o ataque dos bárbaros, entretanto conservou valores que nos são caros até a presente data. A religião cristã é um dos exemplos.

Abaixo será registrado um breve resumo de alguns imperadores que sucederam Otávio Augusto:

Calígula:
Governou de 37 d.C. a 41 d.C. Calígula abandonou o governo nas mãos de seus assessores gregos e se dedicou às suas loucuras. Ordenou que todo o império o adorasse como um deus. Não satisfeito, exigiu que seu próprio cavalo fosse eleito cônsul. As extravagâncias se sucederam até que um dia a Guarda Pretoriana o assassinou.

Cláudio:
Homem razoável e instruído. Ele era gago e tímido, porém competente. Fez um governo honesto e preocupado com o benefício público, o que mostra que nem todos os imperadores eram monstruosos. Foi traído por sua esposa Messalina. Depois que se separou da infiel Messalina, Cláudio arrumou uma segunda esposa, Argipina. Foi pior ainda. Bancando a boa mulher, ela deu a Cláudio um delicioso prato de cogumelos... Que estavam envenenados.

Nero:
Acreditava que a melhor maneira de estar seguro no poder era perseguindo seus possíveis inimigos políticos. Teria ordenado o assassinato da própria mãe! E, quando Roma foi incendiada em 64 d.C., com quase todas as casas sendo destruídas, Nero foi acusado pelos cristãos de ter dado ordens aos soldados para que pusessem fogo na cidade. Diziam que ele dera essa ordem porque precisava de grande inspiração para compor um poema.
Vespaziano, Nerva, Tito, Trajano, Adriano e Antonio Pio:
Organizaram um eficiente sistema de cobrança de impostos, controlaram os militares, empreenderam grandes obras públicas, mantiveram o domínio sobre os povos conquistados.

Marco Aurélio:
Era muito instruído na cultura grega, gostava de escrever e foi um grande general.

Cômodo:
Irresponsável, esqueceu do governo. Cômodo achava cômodo só se importar com o próprio prazer. Até que conheceu o destino de tantos imperadores que se mostraram incapazes de atender aos interesses das classes ricas: foi assassinado a golpes de punhal vestido de gladiador.

[1] Pagamento dos soldados do exército.
[2] O imperador era também o chefe religioso, aquele que nomeava as pessoas para os cargos de destaque, como o de um prefeito de uma cidade ou o governador de uma província, entre outros. Também chamado de “César” era obedecido como um verdadeiro deus.

3 Comments:

At 7:32 AM, Blogger mcgabrielmunizdeandrade said...

vai se fude

 
At 4:59 PM, Blogger bruna said...

adorei me ajudou muito !!

 
At 4:52 PM, Blogger margarida said...

This comment has been removed by the author.

 

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